MS · Leite APLV pelo SUS

Leite APLV pelo SUS em Mato Grosso do Sul: como conseguir a fórmula

Em Mato Grosso do Sul, não há regra publicada sobre quem entrega o leite (fórmula especial) para APLV: o protocolo estadual teve consulta pública em 2025, sem versão final encontrada, e a farmácia de alto custo (Casa da Saúde) não lista essas fórmulas. O primeiro passo é pedir na unidade de saúde e na Secretaria de Saúde da sua cidade.

Quem fornece o leite para APLV em Mato Grosso do Sul

Até onde encontramos em fontes oficiais, não há programa publicado em Mato Grosso do Sul que defina quem entrega o leite/fórmula para APLV. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) abriu em fevereiro de 2025 uma consulta pública do PCAPLV (Protocolo Clínico para Tratamento da Alergia da Proteína do Leite de Vaca), para crianças menores de 2 anos, dizendo que o protocolo serviria para “garantir um fornecimento adequado e uniforme” das fórmulas nos serviços de saúde do estado; não encontramos a versão final publicada. A lista de medicamentos da Casa da Saúde (a farmácia de medicamentos especializados do estado), de 30/09/2026, não traz fórmulas para APLV (a única fórmula da lista é para fenilcetonúria). Na falta de regra estadual, o pedido costuma começar pelo município, pela Secretaria Municipal de Saúde. Em nível federal, as fórmulas foram incorporadas ao SUS em 2018 (Portaria SCTIE/MS nº 67/2018), mas o protocolo nacional que organiza a entrega não tinha sido publicado no Diário Oficial da União.

Programa: Não há programa publicado; em construção: Protocolo Clínico para Tratamento da Alergia da Proteína do Leite de Vaca (PCAPLV), consulta pública de fevereiro de 2025 — Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS) — Superintendência de Atenção à Saúde, Gerência de Alimentação e Nutrição

Passo a passo para pedir

  1. Leve a criança ao pediatra ou ao médico da unidade de saúde e conte os sintomas: quem confirma a APLV e indica a fórmula é o médico.
  2. Peça ao médico o laudo (relatório) com o diagnóstico e o CID e a receita da fórmula, com o tipo e a quantidade por dia.
  3. Leve o laudo, a receita e os documentos à unidade de saúde e pergunte como pedir o leite/fórmula pelo SUS na sua cidade.
  4. Se a unidade não souber, faça o pedido por escrito na Secretaria Municipal de Saúde e guarde o número do protocolo.
  5. Se disserem que não fornecem, peça a resposta por escrito, com data e nome de quem atendeu.
  6. Com a negativa em mãos, procure a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, que tem um núcleo de saúde.

Onde pedir

Comece pela unidade de saúde onde a criança é acompanhada e, se for preciso, pela Secretaria Municipal de Saúde da sua cidade. Não encontramos local estadual para esse pedido: a Casa da Saúde (farmácia de medicamentos especializados do estado, em Campo Grande) não tem fórmula para APLV na lista de 30/09/2026. Em Campo Grande, a SESAU tem um protocolo geral de requerimento de medicamentos e insumos (veja em “capital”).

Documentos que costumam pedir

  • Laudo ou relatório médico com o diagnóstico de APLV e o CID
  • Receita da fórmula com o tipo indicado pelo médico e a quantidade por dia
  • Documento oficial com foto do responsável e certidão de nascimento ou RG da criança
  • Cartão SUS da criança
  • Comprovante de residência (conta de água, luz ou telefone)
  • Resposta por escrito da unidade ou da Secretaria de Saúde, se o pedido for negado

Quais fórmulas e para quem

Não encontramos lista estadual de fórmulas para APLV em Mato Grosso do Sul. Em nível federal, a Portaria SCTIE/MS nº 67/2018 incorporou ao SUS três tipos para crianças com APLV: fórmula à base de soja, fórmula à base de proteína extensamente hidrolisada (com ou sem lactose) e fórmula à base de aminoácidos. Quem indica o tipo é o médico.

Idade: Não há regra estadual publicada. O protocolo estadual em consulta pública (2025) foi pensado para crianças menores de 2 anos, e a incorporação federal vale para crianças de 0 a 24 meses (Portaria SCTIE/MS nº 67/2018).

Em Campo Grande

Não encontramos página da Prefeitura de Campo Grande sobre leite/fórmula para APLV. A Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) tem um protocolo geral de requerimento (de 2019, que não cita fórmula) para quem mora na cidade e precisa de medicamentos ou insumos: o pedido é aberto no protocolo da SESAU (Rua Bahia, 280, Centro; telefone 3314-3031; das 7h às 17h, de segunda a sexta), com documento com foto, certidão de nascimento ou RG da criança, cópia do cartão SUS e do comprovante de residência e a receita original, assinada e com menos de 30 dias; a resposta sai em até 30 dias. Comece pela unidade de saúde do seu bairro e confirme lá se esse é o caminho para a fórmula.

Página oficial da prefeitura

E se negarem?

Peça a negativa por escrito, com o motivo, a data e o nome de quem atendeu, e guarde cópia de tudo o que entregou. Depois, procure a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, que atende de graça quem não pode pagar advogado, presencialmente ou de forma virtual (por telefone ou WhatsApp), e tem um Núcleo de Atenção à Saúde. Você também pode registrar reclamação na Ouvidoria do SUS, telefone 136, e procurar o Ministério Público. Cada caso é analisado individualmente; não há garantia de resultado.

Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul · Ouvidoria do SUS: 136

Perguntas frequentes

O SUS dá leite para APLV em Mato Grosso do Sul?

Não encontramos regra estadual publicada que organize essa entrega. O estado fez consulta pública de um protocolo (PCAPLV) em 2025, mas a versão final não foi encontrada. O pedido começa na unidade de saúde e na Secretaria de Saúde da sua cidade.

A Casa da Saúde (alto custo) entrega Neocate ou Pregomin?

Na lista de medicamentos da Casa da Saúde de 30/09/2026 não há fórmula para APLV. A única fórmula da lista é para fenilcetonúria.

Em Campo Grande, onde eu peço o leite especial?

Não encontramos página oficial da Prefeitura sobre isso. Comece pela unidade de saúde do bairro; a SESAU tem um protocolo de requerimento de medicamentos e insumos na Rua Bahia, 280, com resposta em até 30 dias.

E se negarem o leite/fórmula?

Peça a negativa por escrito e procure a Defensoria Pública de MS, que tem um núcleo de saúde. Também dá para reclamar na Ouvidoria do SUS pelo 136.

Fontes oficiais

Informações conferidas em 11 de outubro de 2026. Regras de governo mudam: confirme na Secretaria de Saúde antes de ir. Quem indica a fórmula é sempre o médico.